Um povo sem memória é um país sem futuro

Essas palavras estavam escritas em um setor vazio das arquibancadas do Estádio Nacional de Santiago, no Chile. Uma absoluta e sábia verdade que os brasileiros puderam ver durante a transmissão de TV da final da Copa América. Esse pedaço das arquibancadas vazias com a frase acima é exatamente para os chilenos lembrarem os anos duros da ditadura militar. Naquele setor das arquibancadas estiveram milhares de presos políticos, que foram lá torturados e até mortos pelos militares de Pinochet. O objetivo é impedir que tragédias, como essa, não voltem a acontecer no Chile.

Por aqui, nesses tempos de turbulência política, seria muito útil que brasileiros lessem a carta-testamento de talvez o mais importante presidente do Brasil: Getúlio Vargas, que se suicidou logo após escrever a carta. Verá que muito que Getúlio escreveu, poderia ter sido escrito hoje.

Como também seria útil ler e conhecer melhor a tentativa de derrubar o Presidente Juscelino e os fatos que envolveram a queda do presidente Jango, eleito democraticamente.

Se os brasileiros se interessarem por fatos tão importantes da história do Brasil, vão verificar que muitos fatos se repetem dramaticamente. Mas infelizmente, parece que o slogan “Um povo sem memória é um país sem futuro” interessa mais aos chilenos que aos brasileiros. Eles foram campeões da América e nós não passamos nem das quartas de final.